segunda-feira, 7 de junho de 2010

Sim, pronta!

Andavam pela rua, sem direção, não tinham mais nada pra fazer e palavra nenhuma os vinha a boca...
Uma chuva fez com que eles parassem, na frente do portão da casa dele, enfim entraram, nem haviam se molhado direito, apenas alguns respingos de agua...
Ele entrou com ela no quarto, ela parou, olhou pra ele, e ele devolveu o olhar, pareciam que queriam dizer algo um pro outro, ela sorriu. Ele levantou - se da cama, andou em sua direção, parou, aproximou apenas seu rosto do rosto dela, deixou que os rostos se encostassem de leve, deslizou o rosto dele no dela, chegou até o seu pescoço, um cheiro maravilhoso invadiu suas narinas e pulmões, misturou - se ao sangue, como uma droga corria - lhe o corpo fazendo cair em uma vertigem gostosa... Sua boca encostou no pescoço dela, mordeu de leve, fazendo com que todo o corpo dela ficasse arrepiado. Ela suspirava baixinho, mordia a boca, delirava. Ele continuava passando seu rosto sobre o dela. Ela erguia os pés e o corpo, oferecia os labios pra se entregar logo a aquele beijo. O rosto dele parou, em frente ao dela, se olharam por alguns momentos, e enfim, o beijo... Ficaram alí, entregues um ao outro, as mãos dele deslizavam pela cintura dela, como se ele desenha - se o corpo dela com as mãos, levantou a blusa dela e enfim tirou. Ela enfiou a mão por dentro da camisa dele, e foi levantando, com a ajuda dele, a camisa foi finalmente tirada...
Depois de um tempo apenas roupas intimas cobriam seus corpos, ele olhava aquele corpo todo, admirado, nunca imaginou que a menininha teria crescido tão rapido. Ela olhava aquele corpo, sem sequer imaginar que o moleque idiota, havia crescido, e virado um rapaz tão lindo.
Ele pôs se encima dela, estavam prontos, pra se entregar, ele sorriu, ela olhou com um certo desespero, ele encostou mais uma vez o rosto dele no dela, e sussurrou baixinho em seu ouvido:
- O que te aflige, meu amor?
- Deve doer... A primeira vez.
- Eu nunca vou te machucar, te fazer sentir dor, é só você confiar em mim, eu te amo!
Uma pausa, e o suspense da resposta dela. Ele passou seu rosto mais uma vez no dela. E ela disse ainda com a voz tremula:
- Eu... confio em você...
- Pronta?
- Sim, pronta!
E ele a fez mulher... Descargas de adrenalina correram naqueles corpos que ardiam, queimavam, o sangue corria mais rápido, o coração desparou, a respiração totalmente ofegante, uma sensação boa, muito boa...
Ao fim, ele deitou ao lado dela, permaneceram em silencio, ele puxou o corpo dela, e o deixou sobre o dele. Ela encostou a cabeça no seu ombro, e ficou olhando pra ele. Ele olhava pra ele também. Sorriram juntos, e finalmente adormeceram... Corpos juntos, o suor, que parecia ser uma pequena parte de cada um deles que havia derretido, e quando secasse, fariam deles, um só.

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